quinta-feira, 28 de novembro de 2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

É palpável descobrir aquilo que mais temes.
Como um súbito trovão
Que só chegou quando a tempestade se foi

No começo, arrasa tudo
Destrói o que vê pela frente,
A velha arvore que serviu de alvo pode atestar.
O tempo, passa

E o que vemos agora, naquele que passou a ser um descampado?
A grama ressurge, e um broto germina;
Aquilo que está bem morto para alguns
Esconde a vida como nunca se imaginou.

domingo, 17 de novembro de 2013

A.L.

A.L. - Guerra Junqueiro

"Não és flor olimpica e serena
Que eu vejo em sonhos na amplidão distante;
Não tens as formas ideais de Helena,
As formas da beleza triunfante;

Não és também a mistica açucena,
A alva e pura Beatriz do Dante;
És artista gentil, a flor morena
Cheia de aroma casto e penetrante.

Não sei que graça, que esplendor, que arpejo
Eu sinto dentro d'alma quando vejo
Teu corpo aéreo, matinal, franzino...

Faz-me lembrar as vividas napeias,
E as formas vaporosas das sereias
Rendilhadas num bronze florentino."

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O que foi, não é mais (?)

De todas as vontades
Que ao meu ver passam assim
Por fim, no percorrer da história
Está chegando, enfim.

O mar que bate na areia
As estrelas que encobrem o céu
Como a unica necessidade
Que se apresenta assim, sem ser convocada.

Em sua essência, não me abandonas
Mas já não te quero por aqui
Se for possível salvar um resquício
Faça-o agora, o caminho não tem volta,
E talvez eu não queira voltar.

As estrelas que encobrem o céu
De manhã já não estão lá.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tentei ver na sua ótica
Parei, pensei e analisei
Até tentei fazer parte dessa vida
Sem grandes trunfos encontrar

Mudar tudo que sou
Que escolha mais cruel
Mas se assim não for
Será que ficarei ao léu?

Duvidas assim não se vão
Fico nesse questionar sem fim
E o passar do tempo foi esquecido

Passou depressa
Fiquei pra trás
Sem entender, sem jamais ser compreendido.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Olhos negros

Olhos negros - Almeida Garrett

"Por teus olhos negros, negros
Trago eu negro o coração
De tanto pedir-lhe amores...
E eles a dizer que não.

E mais não quero outros olhos,
Negros, negros como são;
Que os azuis dão muita esp'rança,
Mas fiar-me eu neles, não

Só negros, negros os quero;
Que, em lhes chegando a paixão,
Se um dia disserem sim...
Nunca mais dizem que não."

Amor vivo

Amor vivo - Antero Quintal

"Amar! mas dum amor que tenha vida...
Não sejam sempre tímidos arpejos,
Não sejam só delírios e desejos
Duma doida cabeça escandecida...

Amor que viva e brilhe! luz fundida
Que penetre o meu ser - e não só beijos
Danos no ar - delírios e desejos -
Mas amor... dos amores que tem vida...

Sim, vivo e quente! e já na luz do dia
Não virá dissipá-lo nos meus braços
Como névoa da vaga fantasia...

Nem murchará do Sol à chama erguida...
Pois que podem os astros dos espaços
Contra uns débeis amores... se tem vida?"


sábado, 12 de outubro de 2013

Enviada tu fostes
Não se sabe por quem
Mas chegou em minha porta
Como quem nada tem
Simplesmente apareceu
Sem avisar a ninguem

Fiz o inimaginavel
Batalhei, lutei, avancei
Sem nunca te tirar do pensamento
Sem ter pedido qualquer coisa em troca
Sem ter sequer cogitado tal ato
Apenas o fiz, sem pensar

E agora, que o fiz
Fiz tantas e tantos
Me vejo preso
Em uma grande bolha
Que ao estourar
Não sei quem vai libertar.
Finalmente começo a perceber
Aos poucos, lentamente, quase que nada
Que o que faço não é saudável
Ou muito menos bem quisto
Talvez nem mesmo pelo principal beneficiado

Tenho que parar de agir como o estupido
Aquele que não acha lugar pra si
Que se põe em outro lugar por mera tentativa
Que se ilude cada vez mais
Sem nunca ter conseguido nada.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Como?

Tento toda vez entender
Sem nunca ao menos chegar perto
E todas as vezes me imagino
Chato, entrometido, babaca
E posso até ser...
Sem nunca entender, eu paro
Me olho, espero e me pergunto
Como vim parar aqui?

Sereno

Serena serenata de flores doces
Sorrindo no anoitecer
Tudo preparado, esperando
A longa espera
Nada de mais
Tudo bem
Nem nunca chegou, e nunca chegará.
Consegui!
Finalmente, depois de tanto
Consegui
Mas tudo está tão igual
Consegui?
Será tudo isso ilusão?
sim.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

As vontades de desfazer o já feito
E fazer o não feito
São uma combinação perigosa
E ainda vão tirar minha sanidade
Coisa que já tenho tão pouca...

Como a pluma que paira ao vento
Tento aceitar lentamente
Que o que passou, passou.
E tudo que resta é a vontade.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Um bater de asas
O brilhar de uma luz
Um erro ao léu

A bala saiu tão rápido
Que não sobrou mais nada
Apenas, a lembrança.

domingo, 4 de agosto de 2013

Algumas vezes já me perguntaram o que eu queria ganhar de presente
E em todas elas não soube o que responder
Pela primeira vez não sinto a necessidade do material
E mesmo assim, o vazio cá dentro é enorme.
Pelo visto, nem você, nem ninguém

Poderão me dar o que desejo.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

E o que eu pensei?
Que os problemas sumiriam
Evaporariam quando conseguisse?
Agora que consegui um algo almejado a tanto tempo
Descubro cercado pelos mesmos problemas
E assim que percebo
Que essa minha triste solidão
Nunca se apartará de mim.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

A dor
Não pergunto o porque
Mas tal realidade me aflige
Minh'alma queima nesse gelo
Sinto partir-se a cada olhar teu
E choro ao pensar
Que anda do que imagino é real
Leguei-me a isso
E cá estou
Triste, desolado
Pedindo, implorando (!), pra que tudo acabe.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Aonde lhe vi, incerta
Que todos os olhos convergiam
Assim lhe descobri
Por todas as linguas que falavam.

Eras mais que tudo
E com o tempo, com o futuro
Cada vez és menos tudo
E assim aguardo
Este sonho sonhado em segredo
E que ao ser revelado, desprezo
Só me trouxe desilusão
Só me trouxe
Só.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Levarei tudo daqui
Abandonarei a estrutura
Tal quarto que sempre foi tão cheio
De atitudes, pensamentos, palavras
Agora transborda
Mas sem ter pra onde ir
Selarei-o, tentando finalmente
Dar a tudo um fim.

domingo, 7 de julho de 2013

Solidão

Solidão
Que me guias até aqui
Lar de meus temores
De minhas emoções
Que sinto mais perto de ti
Ou por vezes no meio de todos.

De tão apreciada, é repelida
E conforme ocorre, não se vai
Aqui fica, me fazendo companhia
Onde mais ninguém faz.

Dia (?)

Acordei, levantei e me troquei
Sai, andei e cheguei
Conversei, abracei e amei
Voltei, dancei e amei mais um bocado
Retornei, deitei e dormi pensando nela.
Dia excelente, alegre, divertido e perfeito
Só não vale esquecer que foi imaginário.
Pelo menos, a maior parte dele...



O barco

E agora, o que faço?
Para onde guiarei meu barco?
Tantos portos, tantas docas
Tantos horizontes a navegar
Na calmaria deste oceano
Não há para onde ir

Espero o vento salvador
Que me levará para o destino
Que tanto sonhei estar
Guiando este barco pelo caminho
Até chegar aonde nunca deveria ter saído
Lá do fundo do mar.

E de novo aqui...

Por outras vezes já tentei criar um blog, mas nunca deu muito certo. Finalmente criei coragem, e criei esse blog, que por tempo demais já posterguei.

Não sei sobre o que escreverei, mas o que escrever virá de dentro de algum dos meus Eus que tanto me dão aflição e me incomodam...

Enfim, prazer mundo dos blogs!